Como escolher uma boa corretora de valores?

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A corretora de valores, escolhida pelo investidor, é uma grande influenciadora dos lucros. Portanto, saber como escolher uma boa corretora de valores para os seus investimentos é fundamental.

Muitas pessoas, ao começar no mundo do investimento, acabam abrindo uma conta em qualquer corretora, muito por não ter experiência.

Quando esta mesma corretora não tem um potencial muito agradável, seus lucros também serão afetados.

Dessa forma, a frustração pode surgir mais a frente e fazer com que você desista dos investimentos, achando que em qualquer outra corretora será insatisfatória do mesmo jeito.

Siga estas dicas para escolher a corretora e alavanque seus investimentos

Como escolher uma boa corretora de valores
Como escolher uma boa corretora de valores

Atualmente existem muitas corretoras de valores disponíveis no mercado para que você opte por uma delas.

Mas antes de decidir qual será a corretora dos seus investimentos, observe se ela apresenta positivamente os seguintes pontos. Isso definirá se aquela é ou não uma boa corretora de valores.

Preste atenção no preço

O preço que cada corretora cobra em cima das aplicações feitas pode variar bastante, podendo partir de R$ 2,00 em algumas corretoras e R$ 50,00 em outras.

Esse valor irá depender do tipo de ativo que você escolheu investir. Assim, cada ativo pode ser cobrado um preço diferente.

Além dessa taxa de corretagem cobrada pelos investimentos, não é só essa que você deve ficar atento.

Preste atenção também em outras tarifas que das corretoras, tais como taxa de custódia mensal, taxa de Tesouro Direto, home broker ou mesa de operações e a taxa de saque.

Na Taxa de Custódia Mensal. A corretora de valores cobra este adicional quando o investidor tem algum ativo de renda variável naquele determinado mês. Aqui também, os valores irão variar muito.

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A Taxa de Tesouro Direto. Podemos dizer que aqui as corretoras acabam se aproveitando de seus investimentos, pois não há porque ela cobrar esta taxa, já que a mesma não tem nenhum trabalho com o Tesouro Direto.

Esta taxa é cobrada sob o valor total investido por você, então os seus lucros serão diretamente afetados.

Por isso procure uma corretora de valores que cobre muito pouco por essa taxa. Pode partir de quase 0% até 2% anual.

Outro ponto importante de prestar atenção é se a corretora oferece o serviço Home Broker, ou seja, se ela é ou não agente integrado.

Home broker e mesa de operações são duas modalidades negociar seus investimentos, basicamente compra e venda dos títulos.

As corretoras de valores cobram uma taxa bem pequena para esses serviços, principalmente o Home broker, no qual permite negociar online.

Já a mesa de operações, quando negocia por telefone, sai bem mais caro para quem está investindo.

Analise os serviços oferecidos

Oferecer uma gama variada de produtos é importante, mas também é essencial avaliar que outros tipos de serviços a corretora de valores disponibiliza. Um exemplo são os relatórios de análise.

Corretoras reconhecidas costumam divulgar carteiras recomendadas e fazer relatórios bem completos para auxiliar os investidores em suas escolhas. Gráficos e afins também são bem-vindos. Outro diferencial em serviços é oferecer recursos como chats e fóruns no site para possibilitar a interação entre investidores.

Veja as plataformas em que a corretora trabalha

Além de analisar as opções de investimento oferecidas pela corretora, estude ainda as plataformas em que ela trabalha. Esse cuidado é importante para se certificar de que os serviços e as ferramentas oferecidas pela empresa são adequados ao que você busca como investidor. Quem negocia grandes volumes na Bolsa de Valores, por exemplo, pode se beneficiar de uma plataforma como o Station, que oferece segurança e agilidade nesse tipo de negociação. Não basta a corretora oferecer boas plataformas se elas não atendem àquilo que você busca.

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Confira os selos de qualidade operacional

Um ponto fundamental para escolher uma boa corretora de valores é verificar se ela possui selos de qualidade operacional. Um dos mais importantes é o Execution Broker, da BM&FBovespa.

O selo certifica que o participante de negociação tem estrutura organizacional e tecnológica especializada na prestação de serviços de execução de negócios para os investidores institucionais nos ambientes da Bolsa.

Outro selo a ser considerado para operações de Renda Fixa em títulos privados é o Cetip Certifica. Ele garante para os investidores que houve o registro na Cetip, que é a integradora do mercado financeiro, das aplicações feitas, identificando o CPF e o CNPJ (no caso de empresas).

Segurança na hora de escolher uma boa corretora

Custódia centralizada na BM&FBovespa e na Cetip. Os ativos de renda fixa e variável são registrados com o CPF dos investidores, portanto, se você quiser ou precisar (por razões de quebra da instituição, por exemplo) transferir a custódia para outra intermediadora, não terá problema.

Você pode confirmar se os ativos que possui em custódia estão devidamente registrados em seu nome, por meio dos sites do Tesouro Direto, do Canal Eletrônico do Investidor (CEI), da BM&FBovespa e do Cetip Certifica (títulos de renda fixa privados).

Certificados digitais: verifique se a sua corretora possui selos que dão maior credibilidade aos seus processos (Cetip Certifica, PQO BM&F Bovespa, Anbima, etc.).

Evite deixar dinheiro parado na conta corrente da corretora. Em caso de falência da instituição, é possível que esse recurso entre na massa falida da empresa.

Em alguns casos, você poderá contar com a garantia de até R$ 120 mil do Mecanismo de Ressarcimento de Prejuízos (MRP), da BM&FBovespa. O MRP é o meio de cobertura de prejuízos sofridos por investidores decorrentes de falhas operacionais, ou seja, por causa de ações ou omissões dos intermediários (corretoras) em operações realizadas em bolsa ou na prestação de serviços de custódia.

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Para haver ressarcimento, em primeiro lugar, é preciso ter prejuízo; em segundo, esse prejuízo precisa estar relacionado aos mercados de Bolsa (o que exclui Tesouro Direto, por exemplo); e, em terceiro, o prejuízo precisa ser decorrente de ação ou omissão da corretora, ou seja, ela tem que ter causado a perda.

Corretoras passam periodicamente pela auditoria terceirizada da BSM, órgão que administra o MRP e supervisiona se os processos internos estão sendo cumpridos. Essas auditorias são parâmetros para manutenção do selo PQO BM&FBovespa, portanto, dê preferência a corretoras com esse selo.

Valorize atendimento prestado pela corretora

No mundo dos investimentos é preciso ter uma comunicação rápida com a sua corretora de valores, pois mudanças nas cotações, por exemplo, podem fazer grande diferença nos seus lucros.

Você tem que ter certeza de que o atendimento é eficaz e de qualidade, portanto faça teste pelos meios de comunicação dispostos.

Algumas corretoras têm uma abrangência muito grande nos meios de comunicação, tais como e-mail, chat online, telefone e outros métodos eficazes.

Conclusão Como escolher uma boa corretora de valores

Escolher corretora de valores é um processo importante, que exige atenção e cuidado por parte do investidor. Contratar uma empresa séria, qualificada e com tradição no mercado é um passo essencial para ter sucesso no mundo dos investimentos.

O melhor a se fazer é pesquisar bastante e analisar o que lhe é oferecido. Por fim escolha uma boa corretora de valores que mais lhe atraia e cresça seus investimentos.

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